segunda-feira, 2 de maio de 2016
quarta-feira, 27 de maio de 2015
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
cantareira
canta
quem sabe o canto
não espanta
a areia
de dentro desses olhos tantos
e essa gente
um dia possa
voltar a ver-te
não poça
mas cheia.
T.O.
domingo, 23 de novembro de 2014
Eram trinta pessoas na fila, trinta e uma contando eu. Vinte e quatro (eu contei!) olhando para baixo e movendo os dedos rapidamente. Fico pensando se as poucas que olhavam normalmente para outros cantos, estavam, assim como eu, sem bateria no celular. Talvez essas pessoas estivessem, assim como eu, procurando a primeira tomada para poder ressuscitar por um minuto o aparelho. Vai saber. "Depois você reclama que não tem tempo pra fazer tuas coisas", pensei. Tirei um bloquinho da bolsa, pedi uma caneta emprestada e comecei a escrever - assim, à mão mesmo - como costumo fazer sempre que há um tempinho, ou melhor, sempre que o tempinho não é consumido por esse cara chato e grudento, que atualmente tem sido um companheiro presente e fiel. E que tem ciúmes daquilo que às vezes costumamos chamar de liberdade
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